Antidepressivos: Tipos, Efeitos e Perguntas Frequentes

Postado em: 13/10/2025

Os Antidepressivos são medicamentos amplamente utilizados no tratamento de diversos transtornos, como depressão, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno afetivo bipolar e insônia. Apesar de sua eficácia comprovada, ainda existem muitas dúvidas e mitos que cercam seu uso.

Neste conteúdo, o Dr. Lucas Messas, médico psiquiatra com atendimento em Ribeirão Preto, esclarece de forma acessível como funcionam os antidepressivos, quais os tipos mais utilizados, seus efeitos e quando procurar ajuda. Continue a leitura e tire suas principais dúvidas!

Como os antidepressivos funcionam?

Os “Antidepressivos” atuam no cérebro regulando neurotransmissores — substâncias químicas responsáveis pela comunicação entre os neurônios, como serotonina, dopamina e noradrenalina.

Ao equilibrar esses compostos, os medicamentos ajudam a aliviar sintomas como tristeza persistente, apatia, ansiedade, insônia, irritabilidade, perda de energia e dificuldade de concentração. 

É importante lembrar que antidepressivos não agem como estimulantes imediatos: seu efeito é gradual e depende do uso adequado, sendo que as dosagens e a frequência de uso variam de pessoa para pessoa.

Quais tipos de antidepressivos existem?

Existem diversas classes de antidepressivos, e cada uma atua de forma diferente no cérebro. A escolha depende do quadro clínico, histórico do paciente e possíveis interações com outras medicações. Veja os principais tipos:

  • ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina): exemplos: fluoxetina, sertralina, escitalopram. São os mais prescritos por apresentarem bons resultados e menos efeitos colaterais.
  • IRSN (Inibidores da Recaptação de Serotonina e Noradrenalina): exemplo: venlafaxina, duloxetina. Usados principalmente quando há dor crônica associada à depressão ou ansiedade.
  • Tricíclicos: exemplos: amitriptilina, nortriptilina. Mais antigos, eficazes, porém com mais efeitos colaterais.
  • IMAO (Inibidores da Monoaminoxidase): exemplos: moclobemida. Menos utilizados, requerem dieta restritiva.
  • Outros antidepressivos atípicos: exemplos: bupropiona, mirtazapina, trazodona. Indicados conforme o perfil dos sintomas.

Como saber qual antidepressivo é indicado para você?

O tratamento deve ser sempre personalizado. O psiquiatra avalia o tipo e a intensidade dos sintomas, a presença de outras condições médicas (como transtorno do déficit de atenção, transtorno bipolar, distúrbios do sono), histórico familiar e resposta a tratamentos anteriores.

Na clínica localizada na Avenida Independência, 3840, Sala 322, em Ribeirão Preto, o Dr. Lucas Messas realiza um atendimento com tempo adequado, escuta ativa e foco na decisão compartilhada sobre o melhor caminho terapêutico.

Os antidepressivos têm efeitos colaterais?

Sim, como qualquer medicação, os antidepressivos podem causar efeitos colaterais, especialmente nas primeiras semanas. Os mais comuns incluem:

  • Náusea;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Insônia ou sonolência;
  • Redução da libido;
  • Alterações no apetite ou peso.

Isso não significa que você terá algum desses sibtomas, necessariamente. Além disso, quando ocorrem, na maioria dos casos esses sintomas tendem a desaparecer com o tempo. 

Caso efeitos colaterais sejam persistentes ou intensos, o médico pode ajustar a dose ou trocar a medicação.

Quando buscar ajuda médica de emergência?

É importante procurar atendimento imediato se surgirem sinais como:

  • Pensamentos suicidas;
  • Agressividade incomum;
  • Agitação extrema;
  • Confusão mental;
  • Reações alérgicas (inchaço, falta de ar).

Nunca interrompa o uso por conta própria. O abandono repentino pode causar efeitos de retirada ou retorno dos sintomas. Busque ajuda profissional!

Perguntas frequentes

1. Antidepressivo vicia?

Não. Eles não causam dependência química como drogas ou ansiolíticos. Porém, o uso deve ser acompanhado.

2. Em quanto tempo o remédio começa a fazer efeito?

Geralmente entre 2 a 6 semanas. É fundamental manter o uso diário.

3. Posso beber álcool tomando antidepressivo?

Não é recomendado. O álcool pode reduzir a eficácia do medicamento e aumentar efeitos colaterais.

4. Antidepressivo engorda?

Alguns podem alterar o apetite e o metabolismo, mas nem todos causam ganho de peso. O acompanhamento evita esse tipo de efeito.

5. Terei que tomar pelo resto da vida?

Não necessariamente. O tempo varia conforme o quadro. Após a estabilização, é possível suspender o uso com orientação médica.

6. Grávidas podem usar antidepressivos?

Sim, em alguns casos. O psiquiatra e o obstetra devem avaliar riscos e benefícios.

7. Antidepressivo serve só para depressão?

Não. Muitas vezes eles também são usados para ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, insônia, dor crônica e outros quadros.

8. O que acontece se eu esquecer de tomar?

Tome assim que lembrar. Se estiver próximo do horário da próxima dose, pule a esquecida e siga normalmente.

9. Existe exame para saber qual antidepressivo vai funcionar?

Ainda não há um exame definitivo, mas testes genéticos podem ajudar em casos específicos.

10. Crianças e idosos podem tomar?

Sim, com dose ajustada e indicação precisa. O tratamento deve ser feito com ainda mais cautela.

Para tirar dúvidas, conversar sobre seu caso e iniciar um tratamento com acolhimento e escuta atenta, entre em contato com o Dr. Lucas Messas.

Você merece um cuidado humano, individualizado e respeitoso. Agende sua consulta!


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